Temos novo blog!
Uh lá lá...
De que se trata?
Ora de nada em muito especial para dizer a verdade. Acima de tudo sobre as pessoas, sim porque eu sou uma pessoas de pessoas!
Dizendo com um maior embelezamento: "i'm a people person...".
Sim, porque tudo fica muito melhor escrito e visulamente apelativo quando escrito num idioma que não o nosso; quando em inglês então, são logo dez pontos à cabeça. "Bem este individuo é extremamente inteligente, já viste como escreve e fala bem em inglês?!".
E desta forma dispersa se começa a perceber que a minha escrita parte somente de mim e dos meus mais vagos e abstractos pensamentos; começo a falar de X, e até chegar a Z vou falar - vos certamente de Y.
Escrever é uma das maiores e melhores dádivas; assim como o é a leitura e a palavra falada...
É a comunicação!
A nossa mais potente arma, que na maior parte das vezes é esquecida pelas razões mais estúpidas e que só me podem, mesmo, meter muito nojo!
As pessoas deixaram de comunicar.
Deixaram.
Não se percebe. Discutem, odeiam - se, lutam, desprezam - se, amam - se inclusive!
Amam - se ( ou pelo menos dizem fazê - lo - e em alta voz - ) sem conversar, sem se conhecerem.
Não é fundamentalismo, extremismo... É a realidade.
Passeiam - se pela rua de mãos dadas, eles, os namorados, enquanto mostram a quem passa o mais recente modelito que enverguam em seus corpos cada vez mais... Estilizados ( ? ).
Sim, dizem que se amam, que o sexo é extraordinário que se riem mais que muito, e sobretudo que são felizes!
Conversar? É muito mentira... falam, sim, porque ninguém convive sem falar, agora conversar, inquirir, compreender... Não! Isso custa e "não tenho idade para essas merdas, quero é curtir, agora assim parecemos uns velhos! 'Tás sempre a querer conversar sobre tudo e mais alguma coisa! Não podes só curtir? Que chatice..."
Eu juro que não consigo perceber porque deixaram as pessoas de conversar.
Duas amigas. Uma delas tem uma desconfiança ridícula acerda da outra. O que fazer? Grande drama instalado. Talvez seja melhor pedir opinião a alguém...
Sim, porque Deus nos livre de termos um problemazito merdoso e insignificante com alguém e o formos confrontar!!
Não!! Tudo menos isso. O que tem de ser feito é chamar um terceiro elemento e comentar a conduta de outrém especulando e assim, fazendo - se sentir tal como alguém super competente, intuitivo e inteligente; "pois se calhar foi isso mesmo e ela está com medo de me dizer. Nunca mais confio nela!"
No pensamento seguinte o se calhar já passou na realidade a ser um facto, facto este que pode eventualmente arruinar uma relação.
E aqui chego a outro dos motivos da criação do mais recente blog "in the house"!...
As relações.
De amizade, amor, ódio, fraternidade.
Relações...
Porque quem fala em pessoas não pode deixar de falar em relações, não é assim?
No entanto, estou um tanto ou quanto entediado, e vou deixar este assunto para uma outra oportunidade.
Para uma outra voz, quem sabe?
Inté.
L .
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3 comentários:
Finalmente consegui chegar. Acredito que deve ter sido mais fácil ao Pedro descobrir o Brasil que eu, descobrir o teu blog neste Mar virtual! lol
E agora? Já que o descobri, tenho que deixar a minha marca. Nada melhor para isso que analisar o teu texto e deixar a minha modesta opinião.
Salta-me logo á vista que o jeito para argumentar e comunicar é, em ti, algo intrínseco. Ainda bem! Estás em Direito, não é? Pois, não será com certeza um acaso.
Sobre o teu texto, concordo com quase tudo. Quase...
A certa altura escreves:
"...falam, sim, porque ninguém convive sem falar, agora conversar, inquirir, compreender... Não!"
Concordo totalmente contigo, as pessoas tendem a associar-se por motivações materiais, vivências comuns, desprezando as motivações espirituais, as vivências mais raras. Quando me refiro a motivações espirituais não estou a falar de religião, mas sim no sentido em que existe uma identificação entre as pessoas que vai para além do materialismo.
Li á pouco tempo um texto de Friedrich Nietzsche, «Para Além de Bem e Mal», que retrata mais ou menos a ideia que deixas transparecer nas tuas palavras. Para mim, faz todo o sentido.
As pessoas falam, com frequência, de amor porque conhecem a palavra, embora na verdade ignorem a sensação, o que é realmente amar alguém! Mais vale estar calado.
Também dizes a certa altura:
"Talvez seja melhor pedir opinião a alguém..."
Duas cabeças pensam sempre melhor que uma, é um dado comprovado. lol
Porque muitas vezes, infelizmente ou não, a nossa cabeça toma as decisões erradas e uma opinião amiga ajuda-nos sempre a limar arestas aos nossos pensamentos e decisões. Porque vivemos em sociedade devemos, não tentar ser completamente auto-suficientes, mas usufruir dos benefícios que as nossas relações trazem. Como eu estou lá para ti, sei que tu estás lá para mim. É simples, nós é que muitas vezes, complicamos tudo. Falo por mim, claro.
É um facto que as pessoas não têm que se dar todas bem, eu não estou cá para agradar a toda a gente, tal como não estou cá para gostar de todos. Mas quando gosto faço um esforço para essa relação dar certo. Óbvio que este sentimento tem que ser recíproco. Se existe afecto nessa relação, qualquer que seja o tipo dela, não existe desacordo que não acabe em acordo. Só a falta de afecto de uma das partes pode evitar esse desfecho.
Desse modo só posso concluir que não tinha que dar certo. O afecto tem que ser bem canalizado, não pode ser desperdiçado com quem não o merece.
Bem, isto já vai longo... lol
Concordo com quase tudo. Pois bem, falta a parte com que não concordo.
Acho que fica muito mais apelativo dizer "sou uma pessoas de pessoas" que "i'm a people person...".
Mas isto sou eu, amo a minha língua acima de qualquer outra e, sinceramente, para mim é a mais bela. Há expressão mais linda e profunda que "Eu amo-te" ?
Desculpa, eu começo a escrever e perco-me um pouco. Vou regressar ao meu mundo com a promessa de que, um dia, voltarei ao teu!
Fica bem!
p.s.- Bem, tava a visualizar o meu comentário e não consegui evitar rir, o que deixo aqui é quase tão grande como o teu texto... LOL
Comunicar a melhor arma? Teria que excluir muitos casos e factores para poder dizer isso. Vê por exemplo o caso da Russia - Geórgia... Cada bomba daquelas valeu mais que mil palavras.
Bom texto.
Ao ler o teu texto vem-me à cabeça uma letra de uma canção dos Clã que se chama Competência para Amar e que algures no refrão diz assim: "Num mundo de competências e técnicas...a dádiva da fala quase já não conta".
É urgente salvar esta dádiva!
Palmadinhas nas costas para ti L. que tens a audácia de o fazer, de forma infatigável e incansável.
Continua.
C.
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